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Decisão "equivocada" e "arbitrária", diz Rui Oliveira sobre decreto do governo da Bahia

Coordenador da APLB diz que conseguiu impedir retorno na rede municipal e lutará para fazer o mesmo em relação à estadual

16/07/2021 15h04
Por: Redação Fonte: Metro1
Decisão

Em assembleia iniciada às 10h desta sexta-feira (16), o Sindicato dos Professores da Bahia (APLB) reafirmou a decisão tomada no ano passado, de não retornar presencialmente às escolas sem a imunização da categoria contra a Covid-19 com as duas doses de vacinas. Na ocasião, o coordenador-geral da APLB Rui Oliveira repudiou o decreto do governo estadual que determina a volta às aulas no dia 26 e fez duras críticas ao dirigente da Bahia.

"O governador [Rui Costa (PT)] tomou uma decisão equivocada, de qualquer jeito, a todo custo, à revelia, sem combinar, sem discutir com todo mundo, de dizer que vai começar a atividade presencial no dia 26", disse Oliveira. "Houve uma reação muito forte, correta, da categoria, da direção da APLB. Estamos dizendo ao governador que não vamos admitir, vamos lutar e resistir, como fizemos com a prefeitura de Salvador", afirmou.

No início de maio, a administração da capital baiana havia decretado, igualmente, o retorno híbrido das aulas, mas foi repreendida pelo sindicato e contou com uma baixa aderência dos professores. "O prefeito [Bruno Reis (DEM), desde o dia 3 de maio, está dizendo que vai ter aula na rede municipal e até hoje não conseguiu por força da nossa mobilização", comemorou.

Com o decreto estadual, o coordenador da APLB disse temer pela adesão das prefeituras das cidades baianas e, por isso, convocou a categoria a continuar lutando contra o retorno às aulas. "O que o governo está propondo pode contaminar as redes municipais também e a gente tem que se preparar para enfrentar esse ato arbitrário, imposto pelo governador Rui  Costa para a Bahia", conclamou.

O coordenador reforçou a intimidação, que diz receber do governador da Bahia. "Quem não tem argumento, parte para a intimidação", opinou. Ele repudiou a ameaça do corte do auxílio de R$ 55 aos estudantes da rede estadual e a desqualificação feita sobre o trabalho remoto. "Rui Barbosa deve estar se remoendo no seu túmulo e Jorge Amado, angustiado", brincou.

Oliveira também citou a preocupação com a variante Delta, do coronavírus, e reforçou que não será admitida a "imposição" do governo da Bahia em meio às mortes causadas pela pandemia. "É inadmissível que com mais de 500 mil mortes no Brasil e mais de 24 mil na Bahia nós possamos dizer que vamos seguir essa orientação", cravou. 

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