Crédito da Foto: Adenilson Nunes/GOVBA

  

Melhor que passar em um concurso é começar a trabalhar na função em que foi selecionado. Os mais de dois mil novos docentes e coordenadores pedagógicos convocados pelo Governo do Estado da Bahia, através do projeto Educar para Transformar, em janeiro de 2019, sabem exatamente como é isto.

Segundo a Secretaria da Educação, no total, são mais de 2.289 profissionais alocados em escolas da rede estadual de ensino espalhadas por todo o território. A remuneração total é de R$ 2.814,28 para professores e R$ 2.890,87 para coordenadores pedagógicos. O concurso, lançado em novembro de 2017, em parceria pelas Secretarias da Educação e Administração do Estado, foi o primeiro certame com carga horária de 40 horas semanais na rede estadual.

Após a posse, os novos servidores foram encaminhados para as respectivas unidades escolares, onde assumiram o exercício profissional. Foi o que aconteceu com Celeste Costa de Sousa, de 26 anos, que tomou posse como professora de filosofia no Colégio Estadual José de Freitas Nascimento, em Camaçari, em fevereiro. “Tenho um mês em processo de adaptação com as especificidades da escola, com os alunos e meus colegas, mas estou muito feliz, tem sido um conforto imenso ser chamada para tomar posse”.

A docente explica que, por se tratar de uma unidade de ensino próxima ao polo petroquímico, tem sido uma experiência engrandecedora para os dois lados. “A estrutura, junto com o fato de estar numa cidade com polo petroquímico, faz com que ela ganhe o título de melhor de Camaçari, então lecionar aqui tem sido um grande aprendizado”.

O mesmo vale para o professor de biologia Gabriel Rocha, de 33 anos, que ensina no Colégio Estadual Bento Gonçalves e foi convocado para integrar o corpo docente da instituição no início deste ano. “Os alunos chegam com curiosidade e tem sido uma troca deliciosa. Esse início nos motiva muito a trabalhar porque é quando a gente adapta nossa forma de ensinar às características de cada turma. É muito gratificante”, contou.

Gabriel explica, ainda, que o bom professor não pode acomodar, mas procurar aprender mais. “Nós nunca sabemos tudo e o concurso, apesar da estabilidade, não pode ser um ponto final na nossa disposição, eu vejo como um ponto de partida para a gente melhorar cada diz mais e tentar ajudar a mudar a realidade do país, através de um meio público”.

Rafaela Santos, também professora de biologia, mas no Colégio Estadual Artur de Sales, destacou a importância de conviver com colegas de trabalho diversos, com experiências distintas. “Dar aula para o ensino médio já é, por si só, uma oportunidade ótima para nossas carreiras, mas, além disso, estar entre outros professores com uma longa caminhada na área da educação também é um dos pontos positivos que eu vejo em ser concursado”.

A professora afirma que sua rotina é tranquila, mas que acha que agora, passado o Carnaval, a movimentação será maior. “Nós tivemos um mês de trabalho e paramos durante a festa, mas voltamos já com vistas para o cronograma. Para nós que estamos chegando com o gás da convocação, é um momento muito prazeroso”.

EDUCAR PARA TRANSFORMAR

O programa Educar para Transformar – Um Pacto pela Educação é um movimento pela melhoria na qualidade da Educação na Bahia, lançado pelo Governo do Estado, por meio de uma rede de parcerias com municípios, educadores, estudantes, gestores, famílias, universidades, empresas e organizações sociais.

Foto: GOVBA

Seu objetivo, pontua a Secretaria da Educação, é melhorar os principais índices educacionais de toda a Bahia e, para isso, estão envolvidos cinco eixos básicos: colaboração entre estado e municípios; fortalecimento da educação básica; educação profissional; parcerias com as escolas; e integração entre as famílias e as escolas.