O inquérito que apura se o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral não será arquivado pelo Ministério Público do Rio, ao contrário do que pediu a Polícia Federal. O caso, que está nas mãos da 204ª Promotoria Eleitoral do Rio, passa a receber o auxílio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), o mesmo que investiga o suposto esquema de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

Em março, a PF havia pedido o arquivamento do inquérito, mas a Promotoria não concordou e pediu ajuda ao Gaecc. Isso porque as duas investigações podem se cruzar, já que o inquérito eleitoral apura se o hoje senador mentiu ao declarar seu patrimônio nas últimas eleições. A prática pode configurar lavagem de dinheiro – ou seja, de um dinheiro que sairia do esquema de desvio de recursos da Alerj ‘por meio da rachadinha’ -, além de falsidade ideológica eleitoral. As informações são do O Globo.