Baleado durante uma troca de tiros entre policiais militares e bandidos no Complexo do Nordeste de Amaralina, no dia 8 de janeiro, o taxista Osmário Rodrigues da Silva, 67 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (7) no Cemitério Campo Santo, na Federação, sob clima de indignação de parentes e amigos.

Osmário ficou 30 dias internado (Foto: Reprodução)
 

“É uma dor muito grande para nós. Minutos antes estava com ele num ponto de táxi. Depois, soube que ele e outro colega tinham sido baleados. Ficamos sem acreditar. E agora, quem será o próximo? A gente sai para trabalhar e não sabe se volta”, comentou o também taxista Jorge Arceli, 50, morador do Nordeste de Amaralina e amigo de Osmário, durante o sepultamento.

Após ser atingido por uma bala perdida, Osmário passou 30 dias internado no Hospital Geral do Estado (HGE), e acabou não resistindo ao ferimento.

Na ocasião em que ele foi baleado, outro taxista também foi ferido com um tiro. Marco Antônio Rodrigues da Silva, 55, que foi atingido na coxa direita, mas já recebeu alta médica.

Conforme informações do boletim de ocorrência registrado na unidade, um terceiro baleado, identificado como Keven dos Santos Souza, 18, também deu entrada na unidade de saúde.

Segundo a polícia, Keven estava acompanhado de três suspeitos, quando trocou tiros com homens da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina), que, de acordo com a ocorrência, realizavam uma “incursão de rotina” na localidade. 

Enterro
Pouco mais de 100 pessoas participaram do sepultamento, que aconteceu por volta de 10h30. A esposa de Ormário, Márcia Oliveira dos Santos, passou mal e foi amparada por familiares. Os dois filhos do casal não quiseram falar com a imprensa, assim como outros parentes. 

 

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

Vizinho da vítima, Thiago de Assis comentou que Osmário “era uma pessoa que todo mundo gostava, sempre prestativo”. “É só ver a multidão que veio ao enterro”, apontou. 

Outro vizinho da vítima, Danilo Cruz, também lamentou a perda. “Ele só falava nas netas deles. Uma tragédia para todos que o conheciam. Ele falava sempre das netas (de 1, 2 e 3 anos de idade)”, comentou.

 Ao CORREIO, a Polícia Civil informou que o caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).