O processo de formação de condutores brasileiros terá novas regras. O uso de simulador de direção veicular no processo de formação de condutores passará a ser facultativo e cursos nas autoescolas obrigatórios para alunos da categoria B serão reduzidos de 25 para 20 horas de aulas práticas. Além disso, a exigência de aulas noturnas cairá de 5h para 1 hora/aula.

As decisões foram anunciadas na primeira reunião de 2019 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), realizada nesta quinta-feira (13), em Brasília (DF). De acordo com o ministro da Infraestrutura e presidente do colegiado, Tarcísio Gomes de Freitas, a decisão desburocratiza parte das etapas do processo de formação do condutor.

“Essa reunião trouxe para a pauta temas que vinham sendo objeto de discussão desde o início do ano. As decisões foram fruto de muita reflexão e estão sendo tomadas com toda responsabilidade”, afirmou. “Estamos muito alinhados às diretrizes que o presidente Bolsonaro tem nos mostrado, de desburocratizar os processos, retirar entraves e facilitar a vida do cidadão”, concluiu.

Escolas

Para as autoescolas, a decisão do Contran, ainda é muito recente para ter uma opinião formada sobre o assunto. Segundo uma funcionária de autoescola que não quis se identificar, o valor cobrado pelos cursos para adquirir a habilitação, variam de acordo com o número as horas/aulas. “Isso vai depender de cada modalidade que o aluno está se candidatando. Como é cobrado o valor por aula, se o candidato/aluno, optar em não fazer a aula do simulador, o valor será menor, explicou.

Para o aluno Eduardo Menezes, 22 anos, a decisão do Contran não irá mudar suas expectativas em relação as aulas. “Eu farei todas as aulas normais e irei incluir o simulador. Para mim, o simulador é um instrumento muito importante, pois irá me deixar mais seguro na hora de pegar o carro para sair as ruas. O valor da habilitação já estava no meu orçamento, portanto não irá mudar nada se eu fizer as aulas”, frisou.

Simuladores

O instrutor Caio da Silva, 48 anos, ouvido pelo Jornal Tribuna da Bahia, relata que no dia a dia, a importância do uso do simulador, onde impedem que a aula se torne vazia de informações, principalmente para candidatos à primeira habilitação. “Na minha opinião, as condições adversas com os seus fatores e combinações contribuem para aumentar as situações de risco no trânsito. E nesse quesito o simulador é uma grande vantagem, pois os alunos aprendem se comportar nessas situações de perigo”, esclarece.

O instrutor acredita que é um retrocesso retirar o simulador da formação de condutores. “O aluno perde qualidade na evolução moderna no ensino que o simulador trouxe. Enfim, o aluno perde todos os benefícios de ter a experiência sem riscos com o veículo antes de ir para aula prática em via pública”, explica.

Decisão

O Contran, que desde maio prevê em sua estrutura as presenças de ministros titulares, contou com a participação de secretários e de representantes enviados por eles. Participaram Adriano Furtado, diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Franselmo Araújo Costa, secretário de Organização Institucional, da Defesa, César Mattos, secretário de Advocacia da Concorrência e Competitividade, da Economia, Marcelo Bispo.

Alem de representantes de outros setores como, o diretor de Programa da Secretaria Executiva, da Educação, Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Elifas Amaral, secretário de Radiofusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e, do Meio Ambiente, Márcio Beraldo Veloso, analista da Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama.